W.A.K.O. - ESSÊNCIA EM ESPIRAL

Na nova edição da LOUD! [#78, Julho 2007] vão poder ler uma entrevista em que Nuno Rodrigues e Arlindo Cardoso – vocalista e baterista, respectivamente, dos W.A.K.O. - nos contam tudo acerca do seu explosivo longa-duração de estreia, «Deconstructive Essence». Enquanto a revista não seja às bandas, podem ler aqui algumas das perguntas e respostas que – por restrições de espaço – ficaram fora do artigo final.
O vosso álbum já foi editado há algumas semanas. Como vêem as reacções que entretanto tem suscitado?
Nuno: O disco tem tido uma boa aceitação. Na parte conceptual, acho que o nosso objectivo foi alcançado – as reacções têm sido positivas e existe boa aceitação por parte da imprensa e do público.
As reacções que têm obtido eram mais ou menos as que esperavam, ou não tinham expectativas em relação a isso?
Arlindo: Gravámos o EP sem ter expectativas em relação a isso – foi um bocado para tentar perceber o que estava a passar-se à volta da banda. Nessa altura obtivemos uma reacção bastante positiva. Quando lançámos o álbum repetiu-se um pouco essa circunstância – não estávamos à espera, de certo modo, de algumas respostas que acabaram por surgir. Esse facto, apesar de não ser nenhum boom, acaba por representar uma evolução constante, que se revela nem que seja com o pessoal interessado em ouvir a banda, pessoal que já ouviu, pessoal que começa a ouvir falar e tem interesse em obter o disco – nesse ponto acho que temos que nos dar por satisfeitos. Mas não sabemos a que ponto vai chegar.
Ao longo do último ano foram acumulando muita experiência de estrada e começam a conhecer minimamente os meandros de promoção de concertos em Portugal. Como vêm a actual “cena” nacional nesse aspecto?
Arlindo: Acho que neste preciso momento temos uma grande ânsia, por parte de várias organizações e pessoal que se junta, em ter algo de nível internacional, em querer criar algo parecido com o que se ouve falar nos media. Há pessoal que quer criar um circuito desses em Portugal. No entanto, ainda nos deparamos com muita exploração por parte dos bares em relação às próprias bandas. Ou seja: há espaços para tocar, mas não há condições para as bandas. As condições que nos impõem são, muitas vezes, surreais. As pessoas fazem um investimento nas suas bandas, gastam muito dinheiro para ter um bom som, para “oferecer” um bom som à pessoa que vai ver o espectáculo – para isso é preciso fazer um investimento de que a maior parte das pessoas muitas vezes desconhece a dimensão. Só quem realmente tem a banda é que percebe que precisa mesmo de investir àquele ponto, porque senão as pessoas não vão ouvir a música com atenção e não vão conseguir perceber a banda. E muitas vezes chegamos a sítios onde nos dão condições que tornam totalmente impraticável tocar lá sem gastar ainda mais dinheiro. Isso faz os músicos correrem um bocado por gosto. Agora, o que acho que está a passar-se é que estão a emergir bandas com uma enorme qualidade em Portugal – existem bastantes exemplos disso. E têm que começar a existir espaços com qualidade e com maior receptividade para as bandas, que tratem os músicos de uma maneira melhor. Que dêem mais importância ao trabalho de quem faz música. Isso é o mais importante: uma pessoa que tenha uma casa aberta tem que dar importância à banda que vai lá tocar, porque essa banda é que vai trazer público à casa. É nesse ponto que acho que em Portugal ainda se erra muito e em parte as organizações ainda não estão bem oleadas, ainda existem muitas falhas. Julgo que essas falhas poderão ser colmatadas, mas ainda deverá demorar algum tempo. De qualquer modo, considero que desde há uns anos para cá existe alguma tendência para as coisas evoluírem. Vamos ver agora. Temos é aquela velha questão: sempre que há um espaço bom, acaba por fechar – mas depois também surgem sempre outros espaços. É uma questão de se ver – dar agora tempo ao tempo e ver como vão funcionar as novas bandas que estão a aparecer, como vai ser a evolução, se esta nova vaga portuguesa de metal e som alternativo vai amadurecer no bom sentido ou vai morrer. Vai depender também um bocado disso.
Acham então que não existe um “corte de asas” e que uma banda como os W.A.K.O. tem, em Portugal, espaço para crescer a nível de locais de espectáculos e oportunidades para tocar ao vivo?
Nuno: Nesse sentido, não querendo entrar em contradição com o Arlindo, acho que não existem muitos espaços para bandas como nós. Acho que existe um pouco uma “maçonaria” musical em Portugal, que dá oportunidades a uns e não dá oportunidades a outros. Não é para entrar naquela história, tipo de coitadinhos ou de não termos hipótese – nós é que criamos as nossas hipóteses e a nossa sorte e o resto que se lixe. No entanto, julgo que devia haver um maior critério de espaços, de eventos, de festivais e primar pela qualidade. Não estou com isto a dizer que os W.A.K.O. são os maiores – não, existem muitas bandas do nosso nível aqui e muitas bandas de um nível superior. Mas devia haver homogenização, um maior apoio entre as bandas e entre as organizações, não se criarem facções... devia haver um maior movimento, o movimento não ser tão heterogéneo e mais homogéneo, mais unido. Os movimentos são distintos, mas dá para haver união, dá para se criar algo de diferente neste país. Ainda existe muita separação de musicalidades, de tipos de público, de organizações... Nesse sentido Portugal tem ainda muito a crescer. Há certas bandas que não têm aquela força que motiva cada um e podem, se calhar, ficar desmotivadas e não lutarem por mais – e acomodam-se àquela situação, dizem “Estamos aqui e estamos bem”. Acho que tem que existir essa força, não só pela banda mas pelo resto das estruturas também.
F.R.

Comments
Parabéns por mais um bom número da LOUD! Só uma critica relativamente a algo que não compreendo.
Qual a razão de existir neste número uma crítica ao Oeiras Alive e a bandas como Linkin Park (!!), Pearl Jam ou B. Mechanism, e de não existir nenhuma ao concerto de Sodom em Corroios?!? É por uma questão de agenda editorial ou simplesmente não a vão colocar? Obrigado
Posted by: Enkidu | julho 30, 2007 03:50 PM
no entiendo ni madres de lo q dicn pero quiero escuchar ala bada aver q tañl tokn
jaja weno nos vemos
aiozz!
Posted by: wako!! | novembro 1, 2007 03:10 AM